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Primeira Antologia Poética




Bom dia Turma  \o

Nessa sexta-feira, acontecerá na Escola Joasé Mamede de Aquino o lançamento do livro Primeira Antologia Poética, parte integrante do Projeto Jovens Autores - insentivo à leitura e a escrita de aluno e professores. Na ocasião, os alunos cujos poemas foram selecionados durante o ano letivo de 2010, poderão declamar seus poemas e autografar os livros, que serão distribuidos gratuitamente a toda a comunidade escolar.
Nessa post, apresentamos a vocês a versão .pdf do nosso livro. Divulguem  =D



Identidade



Bom dia Turma, 

Hoje posto para vocês o poema  que serviu de inspiração para uma das produções poéticas já postadas aqui no nosso cantinho virtual. O poema "Identidade" de Pedro Bandeira. 

Abraços e até a proxima ;)

 

Identidade

Às vezes nem eu mesmo
Sei quem sou.
Às vezes sou
“o meu queridinho”.
Às vezes sou malcriado.
Para mim
Tem vezes que eu sou rei,
Herói voador,
Caubói lutador,
Jogador campeão.
Às vezes sou pulga,
Sou mosca também,
Que voa e se esconde
De medo e vergonha.
Às vezes eu sou o Hércules,
Sansão vencedor
Peito de aço
Goleador.
Mas que importa
O que pensam de mim?
Eu sou eu,
Sou assim,
Sou menino.

Pedro Bandeira

Clique e confira as releituras de nossos alunos. Identidade

Poema A Pesca - Releitura




Olá turma!

Esta é mais uma produção dos nossos alunos... recriando poesia ;)
O poema que fora utilizado como inspiração para as releituras foi 
"A Pesca" de Affonso R. Sant'Anna. 
Confira o poema e na sequência as releituras.

A Pesca
Affonso Romano de Sant'Anna

O anil
o anzol
o azul

o silêncio
o tempo
o peixe

a agulha
vertical
mergulha

a água
a linha
a espuma

o tempo
o peixe
o silêncio

a garganta
a âncora
o peixe

a boca
o arranco
o rasgão

aberta a água
aberta a chaga
aberto o anzo

aquelíneo
agil-claro
estabanado

o peixe
a areia
o sol

* Imagem do poema abare.tur

Releituras

[clique na imagem para ampliar]

Poema Identidade - Releituras



Olá turma!

Hoje vamos dividir com vocês algumas releituras do Poema Identidade, escritoas pelos alunos dos 7º anos.


[clique na imagem apra ver em tamanho grande]

Variação Linguística


"Na língua, tudo são diferenças"
Como já disse o linguista genebrino Ferdinand Saussurre, considerado o Pai da Linguística, se observarmos a língua em uso, constataremos inúmeras variações, de acordo com cada lugar. Isso acontece porque a língua, enquanto ferramenta de comunicação social, adapta-se à comunidade onde está inserida, adquirindo características peculiares à cada região brasileira.
Pensando nas diversidades culturais, sociais, religiosas e, por consequência, linguísticas, a professora Ivone Chiquetti trabalha a variação de uma forma bastante divertida entre os alunos dos sétimos anos.
Assista ao vídeo e deguste um pouquinho desta aula...

Meus Oito Anos - Gênero Biográfico


Gênero Biográfico

Conteúdos curriculares: Leitura, expressão oral (declamação de texto poético)

Objetivos:
Identificar os dados necessários para compor o gênero biografia..
Reconhecer a importância do poeta Casimiro de Abreu- o poeta da saudade- na poesia .
Ler, encenar e declamar um poema Casimiro de Abreu.

Público a ser envolvido:
# alunos do 7º ano;
# professora de Língua Portuguesa;
# professora da sala de tecnologia (informática).

Mídias a serem utilizadas: Enciclopédia, máquina fotográfica e internet.

Atores e papéis que deverão desempenhar:
# Professora de Língua Portuguesa (incentivadora e orientadora da pesquisa e apresentação) ;
# alunos (pesquisadores e realizadores dos trabalhos de produção e apresentação)
# professora de informática (divulgadora das atividades no blog da escola).

Dinâmica da atividade:
# 1ª _ Recapitular as características do gênero autobiográfico trabalhado no 1º semestre.
# 2 ª etapa – Pesquisar na Enciclopédia Barsa e outros materiais impressos a biografia de Casimiro de Abreu e apresentar em forma de trabalho escrito.
# 3ª etapa – Sortear uma aluno para ler a biografia em sala.
# 4 ª etapa – Coletivamente, solicitar aos alunos que identifiquem as características do gênero biográfico.
# 5ª etapa _ Escolher um aluno ou aluna para declamar o poema “ Meus Oito Anos .”
# 6ª _ Filmar, editar e divulgar o vídeo no blog da escola.

Período de realização 03/ 11 a 05 /11- 06 aulas.

Critérios de avaliação da atividade: A avaliação dar-se-á durante todo o processo do desenvolvimento do trabalho, observando o interesse individual de cada aluno. As questões que serão avaliadas são: a parte escrita (apresentação da pesquisa), o reconhecimento das características do gênero em questão e a expressividade da oralidade na declamação do poema..

Referências do material pesquisado
# Enciclopédia Barsa, volume 1, página 19
# www.paralerepensar.com.br/cassimiro.htm


MEUS OITO ANOS
CASIMIRO DE ABREU

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus
- Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!




Homenagem ao Dia dos Professores

Olá Turma!

Hoje temos várias atualizações para postar no nosso blog. Vou começar pelas mais antigas, do dia 15 de outubro, dia dos professores.
Nesta data, o aluno Luís Felipe, do 7º ano B, sob a orientação da professora Ivone Chiquetti (Língua Portuguesa), recitou um poema para homenagear todos os professores da Escola José Mamede.
Ele estava nervoso, mas a apresentação ficou uma gracinha ;)

Sarau do José Mamede 2009










Intertextualidade - Poema de sete faces





Intertextualidade

O objetivo dessa aula é fazer com que o aluno perceba que os textos dialogam entre si. Após leitura e interpretação dos três excertos, cada aluno produziu seu próprio “Poema de sete faces”, criando seu anjo e sua “profecia” ao nascimento do eu-lírico.

Vamos aos excertos:

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. [...]

Carlos Drummond


Até o Fim

Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim [...]

Chico Buarque


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada. [...]

Adélia Prado






* Veja os textos na íntegra
Poema de sete faces
Até o Fim
Com licença poética


* Imagens:
Anjo Escarlete
Vortex

* Atividade desenvolvida no dia 02.09.2008




::Produções dos alunos::


Sou feliz

Quando eu nasci, um anjo inteligente
Desses que vivem alegras, anunciou:
Hoje nasceu Rosely
Que será muito feliz,
E terá uma família maravilhosa,
E ajudará muitas pessoas.

Rosely Miranda






Quando nasci um anjo veio e me disse:
Você vai ser um trabalhador
Passará dificuldades, mas
Vai ser feliz
Vai ter uma família
Que mais te amar muito
Vai ter saúde e muitos amigos.

Ivair






Um anjo me disse

Quando nasci, um anjo chegou a mim e disse:
Olha. Vai! Estou abrindo a porta do paraíso,
Siga em frente e viva a vida da forma certa,
Não fazendo mal a ninguém,
Mas sim o bem
Para quem necessita
E traga muito orgulho para seus familiares.

Heitor de Deus






Quando nasci, um anjo do Senhor Jesus
me disse que eu teria lutas na minha caminhada,
mas que eu venceria todos,
e teria uma vitória a cada dia.

Joyce Sohana


Estatuto do Homem




Estatuto do Homem
(Ato Institucional Permanente)



Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.


Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.


Artigo IV

Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.


Parágrafo único:

O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.


Artigo V

Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.


Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.


Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.


Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.


Artigo XI

Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.


Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.


Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.


Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.


Artigo Final.

Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.



Thiago de Mello
Santiago do Chile, abril de 1964




* Imagem: Google
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