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Pé de Garrafa








Olá turma!  


Nas postagens de hoje, voces vão conferir alguns textos escritos por nossos alunos participantes do Projeto Encanto das Lendas.
Cada postagem contém o texto original que fora estudado pelos alunos, seguido de algumas releituras.


Boa leitura e até a próxima post ;)





pe-de-garrafa

Cada mito esconde parte dos nossos medos mais reservados
O Pé de Garrafa é um ente que vive nas matas e capoeiras. Raramente é visto. Mas ouvem sempre seus gritos agudos ora amendrontadores ou tão familiares que os caçadores procuram-no, certos de tratar-se de um companheiro ou parente perdido no mato.

E quanto mais procuram menos o grito lhes serve de guia, pois, multiplicado em todas as direções, desorienta, atordoa, enlouquece. Então os caçadores acabam perdidos ou voltam para casa depois de muito esforço para reencontrar o caminho conhecido. Quando isso acontece sabem tratar-se do Pé de Garrafa. Logo poderão encontrar os vestígios inconfundíveis de sua passagem, claramente assinalado por um rastro redondo, profundo, lembrando perfeitamente um fundo de garrafa.
  Supõem que o estranho fantasma tenha as extremidades circulares, maçicas, fixando assim os vestígios que lhe servem de assinatura. Vale Cabral [1], um dos primeiros a estudar o Pé de Garrafa, disse-o natural do Piauí, morando nas matas como o Caipora. A julgar pelas enormes pegadas que ficava na areia ou no barro de massapê devia ser de estatura invulgar, talvez maior que dois homens.

Outro historiador, o Dr. Alípio de Miranda Ribeiro[2] foi encontrar o Pé de Garrafa em Jacobina, Mato Grosso. Seu informante, Sebastião Alves Correia, administrador da fazenda, fez uma descrição mais ou menos completa. Disse ele: "O Pé de Garrafa tem a figura dum homem; é completamente cabeludo e só possui uma única perna, a qual termina em casco em forma de fundo de garrafa."

É uma variante do Mapinguari amazônico e do Capelobo. Grita, anda na mata e tem uma pegada circular. Não há nenhuma informação se o Pé de Garrafa mata para comer ou é inofensivo. Também, não há relatos de que já tenha atacado alguém.

Nas velhas missões de Januária, em Minas Gerais, o mítico Bicho-Homem é também chamado Pé de Garrafa. O Prof. Manoel Ambrósio[3] explica que " o Bicho-Homem tem um pé só, pé enorme, redondo, denominado por isto - pé de garrafa."

outro personagem cujo nome é Pé de Quenga, uma espécie de demônio que deixa vestígios semelhantes ao que seu irmão Pé de Garrafa imprime na areia dos riachos e no barro vermelho. São rastros redondos, configurando a intrigante presença de um ser fora do comum. O Pé de Garrafa é sem dúvida o Pé de Quenga. Mas não possui poderes infernais, nem a fome insaciável dos demais monstros da sua categoria.

Barbosa Rodrigues[4] informa que o Caapora era conhecido em certos Estados como sendo unípede e com um casco arredondado. O Pé de Garrafa possui, claramente, traços característicos do Caapora, do Mapinguari, do Capelobo e do Bicho-Homem. A pata redonda, que lhe dá o nome, lembra o Pé de Quenga. De verdade o mito está tão mesclado que o Pé de Garrafa, gritador inofensivo do Piauí, perturbador dos caminhos em Mato Grosso, ao chegar em Minas Gerais ganha o nome de Bicho-Homem, e torna-se um devorador insaciável de viajantes e residentes incautos.


Leia o texto na íntegra em Mitos e Lendas Ilustradas do Folclore Brasileiro - UOL

 Agora vamos conferir alumas releituras produzidas por nosso alunos ;)


 

Mula-Sem-Cabeça



Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem de quinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.
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Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, "Mula-Sem-Cabeça", na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.
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Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula, deve-se deitar de bruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.
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Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempre. 


A Mula-sem-Cabeça, Burrinha-de-Padre ou simplesmente Burrinha, é o castigo da concubina do padre católico. Na noite da quinta para sexta--feira, muda-se numa mula, correndo com espantosa rapidez, até o terceiro cantar do galo. Seus cascos afiados dão coices que ferem como se fossem navalhadas. Homens ou animais que encontra pela frente, ataca à patadas. Ouve-se, de longe, o barulho do seu galope sobrenatural e as dentadas com que morde o freio de ferro que tem à boca.
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Pela madrugada, exausta, recolhe-se e volta à forma humana. Para que a "manceba" do padre não se transforme em Burrinha é preciso que este não se esqueça nunca de amaldiçoá-la antes de celebrar a santa Missa.
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Os detalhes variam. É uma mula que não tem cabeça mas relincha. É de cor negra, com uma cruz de pelos brancos no dorso. Tem olhos de fogo. Tem um facho luminoso na cauda e geme como um ser humano. Está em todo Brasil, em todas as regiões.
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É crença nos sertões de todo Nordeste, que as Burrinhas, em sua forma humana, além de muito belas, são extremamente gentis e delicadas.
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Dizia-se também que as mulheres de má vida relacionadas com padres, tarde da noite, "viravam" Mula-sem-Cabeça. Tinham por sina correr sete cidades, todas as noites, em que saíam.  


A Mula-sem-Cabeça - Notas Complementares:
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Nomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça, Malora (México), Mula-Anima (Argentina).
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Origem Provável: É uma tradição que nos veio da penísula ibérica, trazida pelos espanhóis e portugueses. Corre toda América, do México até a Argentina. No Brasil varia entre as regiões. É um mito forte entre Goiás e Mato Grosso. Em todas as versões há sempre uma finalidade punitiva.
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Encantamentos e Cura:
A forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Pode ser a excomunhão feita pelo padre amante antes de celebrar a missa; pode ser um leve ferimento feito com alfinete ou outro objeto, desde que saia sangue, etc. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece despida. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela; se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é.
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Algumas vezes, o próprio Padre é o amaldiçoado. Ele então vira um Padre-sem-Cabeça, e sai, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. O Cavaleiro sem Cabeça Norte americano lembra muito esta variação. Na África, Ásia e Austrália, há a tradição das mulheres velhas que se transformam em tigres, lobas, panteras, voltando à forma humana com a luz do sol. Mas não há uma sina punitiva como na Mula-sem-Cabeça. 








Negrinho do Pastoreio



O Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia um frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece", disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.
Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.
E depois disso, entre os andantes e posteiros, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio.
Então, muitos acenderam velas e rezaram um Padre-Nosso pela alma do judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma coisa, o que fosse, pela noite o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
Desde então, e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os campos. Ele anda sempre a procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da santa que é sua madrinha.
Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.


Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul. Há na Argentina um personagem semelhante chamado El Quemadito, surgido durante a guerra civil de 1830.
Alguns folcloristas afirmam que o Rio Grande do Sul tem uma única lenda sua, criada às feições locais, que é a do Negrinho do Pastoreio.
Ela não tem ligação alguma com a lenda do Saci brejeiro que de cachimbo apagado ataca, à noite, os viajantes. O Negrinho ou Crioulo do pastoreio, é exclusivamente gaúcho, pelo seu feitio, pelo seu papel na vida campeira e pelo próprio martírio, que é um dos tantos episódios reais da escravidão, ele se afasta por completo do Saci. Resta uma semelhança; ambos são negrinhos.
Alguns historiadores afirmam que em São Paulo o Saci também encontra objetos perdidos a troco de ovos frescos. Mas este não está associado à idéia cristã. Barbosa Rodrigues, conhecido folclorista, inclui o Negrinho do Pastoreio como um símile do Saci. De fato, as características do Saci, realmente, não se encontram no Negrinho do Pastoreio. Nem os vícios nem as diabruras.
O Negrinho do Pastoreio é uma lenda cristã, divulgada com finalidades morais. O Negrinho é sem pecado, uma vítima. Perdendo duas vezes a tropilha que acha miraculosamente, o Negrinho, por associação natural, é padroeiro dessa atividade nos campos gaúchos. Trata-se de uma lenda puramente regional.



Agora vamos conferir as releituras desta lenda, produzidas por nossos alunos ;)
(Clique na imagem para ver em tamanho grande)


 

Boi Tatá





Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram.

Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais mortos. Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos.

Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasil é chamado de "Alma dos Compadres e das Comadres". Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios.

Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, toca fogo no mato. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios.

A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, que vistos de longe parecem grandes tochas em movimento.

Mboitatá é o gênio que protege os campos contra aqueles que os incendeiam; como a palavra diz, Mboitatá é: "Cobra de Fogo". As tradições figuram-na como uma pequena serpente de fogo que normalmente reside nágua. Às vezes transforma-se em um grosso madeiro em brasa, chamado Méuan, que faz morrer por combustão quem incendeia inutilmente os campos.

Uma das lendas mais tradicionais do Rio Grande do Sul é a da Boitatá. Boi-tatá, cobra de fogo, chamava-se Boi-guassu, ou cobra grande. A lenda existe em todo Brasil, do norte ao sul. A Boi-guassu, quando houve o dilúvio, ou quando há inundações, ao ser acordada pela água, come todos os animais. No sul ela come apenas os olhos da carniça. Tantos olhos devora, que fica cheia da luz desses olhos.

O clarão vivo no qual se transforma é o Fogo-fátuo, ou Fogo-de-Santelmo. Ao viajante que a encontra resta ficar imóvel, de olhos fechados, sem respirar, então o Fogo-fátuo some. Mas, se o viajante o persegue, ele foge sem nunca ser alcançado. Quando o homem foge, Boi-tatá persegue-o, enloquece-o, e mata-o.


Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Boi-guassu, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatão e Biatatá (Bahia). Entre os índios; Mbaê-Tata, Mboitatá. Outros Países: Fogo de Santa-Helena, Víbora-de-fuego, etc.


Origem Provável: No Brasil é de origem Indígena. Os negros africanos também trouxeram o mito de um ser que habitava as águas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá. O Fogo-fátuo é tema universal no folclore e em todos os países existem narrativas que tentam lhe dar nomes, torná-lo uma entidade fantástica, viva.

Diz Anchieta em sua carta: "Há também outros fantasmas nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e do rios, e são chamados de Baetatá, que quer dizer, "Coisa de Fogo", o que é o mesmo como se dissesse "o que é todo de fogo". Não se vê outra coisa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os, como os Curupiras: o que seja isso, ainda não se sabe com certeza."

É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumas, por exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra as queimadas. Em outras, ele é causador dos incendios na mata. Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à escuridão da caverna onde ficou preso após um dilúvio. Noutra ao procurar restos de animais mortos, come apenas seus olhos, assim absorve a luz e o volume dos mesmos, razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.


Fonte: Mitos e Lendas Ilustradas do Folclore Brasileiro - UOL



Agora vamos conferir as releituras desta lenda, escrita por nossos alunos.
(Clique na imagem para ver em tamanho grande)





 

 

 

Lendas Indígenas



Olá!

Nesta semana os alunos dos 7º anos puderam conhecer um pouco mais sobre a cultura indígena através das lendas contadas de geração e geração pelos povos indígenas do nosso país.
Fizemos leituras, assistimos vídeos e até ouvimos uma programação de rádio (desenvolvida por acadêmicos da UCDB) sobre este mundo mágico que compõe a cultura indígena.
Após estas leituras-multilinguagem, os alunos produziram releituras da Lenda da Mandioca (que vocês podem conferir nas postagens anteriores).
Este foi um trabalho conjunto entre a professora de Português (Ivone), a professora de História (Tânia) e a professora de Tecnologias (Diana).

Para conferir o texto desenvolvido pelas professoras clique aqui.
Se preferir, salve o arquivo como Página da Web, assim facilitará a navegação pelos links.

A lenda da mandioca


A lenda da mandioca

Um dia nasceu uma indiazinha da cor branca. Os pais ficaram admirados com a cor daquela menina, porque todos os índios eram morenos. Seus pais deram o nome a ela de Mani.
Ela comia muito pouco, até que uma manhã Mani não conseguiu sair da rede.
O pajé, o chefe dos índios, deu muitos chás de ervas, mas mesmo assim, doente, ela sorria. Mani morreu sorrindo. Seus pais a enterraram dentro da oca, onde todos os dias os índios molhavam.
Então começou a sair do túmulo uma plantinha que os índios não conheciam ainda. A mãe de Mani então resolveu cavar um buraco no túmulo e viu as raízes morenas.
A mãe de Mani pegou uma raiz descascou. Viu que por dentro era branca igual a Mani. A planta cresceu muito e os índios chamaram-na de Mani-oca .


Nome: Johnny Quintana.
7ºAno B.

A lenda da mandioca

A lenda da mandioca

Era uma vez uma índia que engravidou. Passaram meses e uma menina nasceu. Era tão branca que parecia um algodão. Os pais dela ficaram admirados com sua beleza e sua cor. Mas o pai não gostava dela porque ele queria um menino. Porém, sua mãe a amava e pôs o seu nome de Mani.
Mani era uma menina muito triste porque o pai não gostava dela.
Um dia ela ficou doente e o pajé lhe deu chá de erva. Mesmo doente, o sorriso nunca saia do seu rosto.
Um dia a indiazinha morreu, junto com seu sorriso. Os índios enterraram Mani dentro de uma oca e todos os dias jogavam água. Ali nasceu uma planta que os índios não conheciam. Sua mãe arrancou a planta e viu uma raiz. Logo viu que aquela planta era branca como Mani. Levou-a para a aldeia e a plantou.
À raiz chamaram Mani-oca, ou seja, mandioca.


Aluna: Maykelly
7º ano B

A LENDA DA MANDIOCA


A LENDA DA MANDIOCA


Diz a lenda que, numa tribo bem distante, uma índia estava grávida de uma menina. No dia que ela nasceu seus pais ficaram muito admirados, pois a menina era branca, com os olhos verdes, os pais deram lhe o nome de Mani. Mas ninguém gostava dela por causa de sua cor.
Mani cresceu triste, comia pouco. Numa manhã ela não sai da rede. O pajé vendo que ela estava muito doente e lhe deu chá de ervas, mesmo doente a menina sorria.
Mani logo morreu e a enterraram dentro da oca. Todos os dias sua mãe molhava o seu túmulo com lágrimas.
Um dia começou a nascer uma plantinha no túmulo e viam grandes raízes com a cor morena e por dentro branca, como a cor de Mani.
A planta cresceu e os índios chamaram-na de Mani-oca, comeram a raiz e gostaram muito.



Autor: Anderson da Silva Rodrigues.
7º ano B

A lenda da mandioca



A lenda da mandioca

Numa aldeia indígena em algum lugar do país, vivia Mani, uma indiazinha que nasceu branca, causando espanto a todos, principalmente aos seus pais que não cansavam de admirar sua beleza e bondade.
Numa manhã, Mani acordou doente. O pajé da tribo deu a ela chás de ervas variadas,além de fazer muitas rezas, mas nada adiantou. A pesar de estar muito doente, a pequena índia não deixava de sorrir.
Nnuma manhã de primavera Mani morreu, causando grande tristeza na tribo.
No local onde foi enterrada a indiazinha começou a nascer uma planta ainda desconhecida do povo, que chamaram de mani-oca {na língua tupi}.
Com o passar do tempo o nome tornou-se mandioca.


Nicolas Araújo dos Santos
7º ano B

A Lenda da Mandioca


A Lenda da mandioca

Numa aldeia tupi nasceu uma indiazinha que se chamava Mani, com a cor branquinha.
Ela era neta do chefe da aldeia. Era muito bonita e cabelos belos.
Um dia, Mani ficou doente, ela não conseguia sair da rede. Os índios davam para ela somente ervas.
Mesmo doente, ela continuava sorrindo, porém Mani não conseguiu sobreviver.
Os índios enterraram-na dentro da oca.
Todo o dia, a sua mãe ia molhar o lugar onde Mani estava enterrada com água e lágrimas.
Um dia sua mãe foi molhar o túmulo e viu uma planta. Ela pegou a enxada e cavou. Viu uma raiz grande e grossa. Ela cozinhou a raiz, todos comeram gostaram e colocaram um nome para planta: Mani-oca.



Aluno: Marcos Oliveira dos Reis.
Série: 7º ano B.

Lenda da Mandioca

Lenda da Mandioca

Um belo dia, nasceu uma indiazinha.
Os pais espantaram-se só por ser a menina branquinha. Seus pais deram a ela o nome de Mani.
Mani pouco comia.
Numa maravilhosa manhã, Mani não saiu de sua rede. O pajé, preocupado, deu a ela chá de ervas. Mesmo doente, Mani sorria. Mani acabou morrendo dando um lindo sorriso.
Os pais de Mani resolveram enterrá-la dentro de sua oca. Sua mãe molhava o túmulo todos os dias com a água de suas lágrimas de saudades.
Os pais de Mani começaram a perceber que em cima do túmulo nascia uma bela plantinha. Nenhum índio conhecia aquela plantinha. Então a mãe de Mani resolveu cavar um buraco no túmulo da pequena Mani. Viram uma raiz. Descascaram-na e perceberam que por dentro essa planta era branca.
A planta cresceu muito rápido. Então decidiram colocar o nome dessa planta de mani-oca. Comer a raiz e acabaram aprovando.


Nome = Ana Lucia
Série = 7º ANO B

Lenda da mandioca

Lenda da mandioca

Tudo começou quando uma pequena índia nasceu. Ela era branca e chamaram-na Mani. A menina era muito bonita, com pouco apetite, comia pouco.
Numa manhã a menina não aquentou sair da rede. O pajé lhe deu chá de ervas. Ela estava muito doente, mas naquele estado ainda sorria.
Um dia, uma tragédia aconteceu: Mani morreu, ainda sorrindo. Eles a enterraram dentro da oca da tribo e todos os dias molhavam com águas ou com lágrimas.
Um belo dia começou a sair de dentro do túmulo uma plantinha que eles nunca viram.
A mãe de Mani cavou um buraco, retiraram umas raízes morenas.
Descascaram e viram que por dentro era branco, igual Mani. Plantaram muitas mudas. Os índios chamaram a planta de mani-oca e começaram a cultivá-la.


Aluno: Luy Cristhian
Serie: 7º ano B

A lenda da mandioca



A lenda da mandioca

Diz a lenda que quando Mani nasceu não era morena. Os pais dela ficaram admirados, porque ela era branca e colocaram o nome de Mani.
Mani comia pouco e só ficava na rede e não saia.
Um dia a mãe dela foi vê-la e Mani estava fraca. A mãe chamou o Pajé para lhe curar. Ele deu chá de ervas. Mas ela não sentia dor e sorria. O Pajé não pôde fazer nada, porque ela já estava morta. Mani morreu sorrindo.
Ela foi enterrada numa oca e todo o dia eles molhavam o túmulo com lágrimas e água. Um dia eles viram uma planta saindo do túmulo. Os índios não conheciam a plantinha. A mãe de Mani cavou um buraco e viu raízes. Eles descascaram e, por dentro, era branca. A planta cresceu muito.
Os índios chamaram-na de Mani-oca.
Eles comeram a mandioca e gostaram.



Aluna: Jéssica da Silva

A lenda da mandioca



A lenda da mandioca


As histórias e lendas dos povos indígenas foram preservadas pela tradição oral, ou seja, foram contadas oralmente pelas pessoas mais velhas aos mais novos, que respeitavam e passavam de geração em geração.



Em uma aldeia distante daqui, no meio do Amazonas, nasceu uma menina chamada Mani. Uma indiazinha linda, olhos verde, exuberante, pele branquinha, jamais vista igual.
Mani não era de comer muito. Até que um dia adoeceu, da rede não levantava. Sua mãe chamou o Pajé (curador) para ver o que Mani tinha. Ele lhe deu ervas e remédios. Mani, ainda doente, sorria.
Mani morreu com o mesmo sorriso lindo no rosto.
Sua mãe a enterrou na oca e todo dia molhava seu túmulo com lágrimas e água.
Um dia, do túmulo de Mani, nasceu uma planta verdinha, sua mãe percebeu que suas folhas eram verdinhas como os olhos de Mani. A terra estremeceu e do túmulo saiu uma raiz de cor morena.
A mãe de Mani a descascou, a cozinhou e deu para a tribo comer. Todos gostaram, fizeram uma plantação e a chamaram de Mani-oca.


Aluna: Dorcas Sablina
Serie: 7º ano B

Lenda da mandioca



Lenda da mandioca


Certo dia, uma indiazinha da pele de cor branca nasceu. Seus pais ficaram admirados e deram-lhe o nome de Mani.

Mani se alimentava muito pouco. Numa manhã, Mani não se levantou de rede. O Pajé, assustado, deu chá para Mani melhorar. Mani doente, mas alegre, infelizmente morreu.

Enterraram Mani dentro de uma oca e regavam todo dia (costume dos índios) com água e lágrimas.

No mesmo lugar que enterraram Mani nascia uma plantinha. Os índios nem sabia qual era o nome daquela plantinha.

A mãe de Mani cavou um buraco onde estava a planta e todos viram umas raízes com casca morenas, cor da terra, . Eles descascaram e viram que por dentro era branco igual Mani.

Plantaram em quase todo lugar e as plantas cresciam muito. Chamaram aquela planta de

Mani-oca.

Eles comiam e adoravam demais a Mani-oca, que agora o nome mudou um pouco, agora se chama mandioca.

Afinal, quem não gosta de mandioca?


Aluno: Luiz Felipe Moraes Gomes

Ano: 7 ano B

A Mulher da Meia Noite [Releituras]


A Mulher da Meia Noite

A Mulher da Meia Noite, também Dama de Vermelho, Dama de Branco, é um mito universal. Ocorre nas Américas e em toda Europa.

É uma aparição na forma de uma bela mulher, normalmente vestida de vermelho, mas pode ser também de branco. Alguns dizem, que é uma alma penada que não sabe que já morreu, outros afirmam que é o fantasma de uma jovem assassinada que desde então vaga sem rumo.

Na verdade ela não aparece à meia-noite, e sim, desaparece nessa hora. Linda como é, parece uma jovem normal. Gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bar. Senta com ele, e logo o convida para que a leve para casa.

Encantado com tamanha beleza, todos topam na hora. Eles caminham, e conversando logo chegam ao destino. Parando ao lado de um muro alto, ela então diz ao acompanhante: "É aqui que eu moro...". É nesse momento que a pessoa se dá conta que está ao lado de um cemitério, e antes que possa dizer alguma coisa, ela desaparece, e nessa hora, o sino da igreja anuncia que é meia noite.

Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa. E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz: "É aqui que eu moro, não quer entrar comigo...?".

Gelado da cabeça aos pés, a única coisa que a pessoa vê, é que ela acabou de sumir diante dos seus olhos, à meia-noite em ponto.
Nomes comuns: Moça de Branco, Noiva de Branco, Mulher de Branco, Fantasma da Estrada, Sapatos Vermelhos, Mulher de Duas Cores (Minas e São Paulo), La Llorona (México), Paquita Munhoz (Região dos Andes), La Sayona (Venezuela).

Origem Provável: É um Mito universal. Na América Hispânica, no tempo da colonização Espanhola já era conhecido. Existem versões semelhantes, Na América do Norte e Europa.

Em São Paulo e Minas, há relatos que contam que é uma aparição que veste sempre roupas de duas cores. Branco com Preto, Vermelho com Azul, Azul com Amarelo, etc.

No México há uma versão local, La Llorona, que é uma mulher que afogou seus dois filhos e depois se suicidou. Então perambula chorando, hora pelas beiras de rios em busca deles, hora pelas estradas pedindo carona com um bebê no colo. Quando entra no carro, dá para ver que é uma assombração com o rosto de caveira.

Para muitos trata-se de uma noiva, que na noite do seu casamento, quando se dirigia à igreja, foi atropelada. Era uma noite de sexta-feira, então nas noites de sexta, ela volta à estrada vestida de noiva e pedindo carona. Já dentro da cabine do carro, ela se dissolve hora como cera derretida, hora como fumaça.


* Imagens: Google

Veja outras versões pelo mundo em: A bela da meia noite [Wikipédia]

Clique na imagem para ampliar.









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